sábado, 20 de outubro de 2012

A tolerância à corrupção no Brasil: uma antinomia entre normas morais e prática social...


A tolerância à corrupção no Brasil: uma antinomia entre normas morais e prática social...

Quando se abre o jornal, no Brasil, é raro não nos defrontarmos com escândalos no mundo político. Casos de malversação de recursos públicos, uso indevido da máquina administrativa, redes de clientelas e tantas outras mazelas configuram uma sensação de mal-estar coletivo, em que sempre olhamos de modo muito cético os rumos que a política, no Brasil, tem tomado. Criam-se, dessa forma, um clamor moral e um clima de caça às bruxas que geram instabilidade e um muro de lamentações e barreiras a projetos de políticas públicas. Contudo, apesar dessa sucessão de escândalos no Brasil, existe uma sensação de impotência por parte da sociedade; a corrupção é tolerada e os cidadãos ficam apenas aguardando qual será o próximo escândalo que circulará nos jornais.


O CUSTO A CORRUPÇÃO NO BRASIL! OS PETISTAS APOIA ISTO???
Corruptos e corruptores não emitem recibos, notas fiscais e gostam de usar dinheiro em espécie. É difícil calcular o custo da corrupção, mas um estudo da Fiesp, de 2010, estimou que ele fica entre R$ 50 bi a R$ 85 bi por ano. Mesmo quando não sai diretamente dos cofres públicos, lesa o Tesouro, por não pagar impostos.
No meu programa na Globonews, que pode ser visto abaixo, eu conversei sobre o impacto da corrupção na economia e na sociedade com o diretor-executivo da ONG Transparência Brasil, Cláudio Weber Abramo, e com Gil Castello Branco, diretor-executivo do Contas Abertas.
Eles dizem que é muito difícil quantificar a corrupção por causa de sua própria natureza. Os números funcionam como referenciais, na opinião de Castello Branco, que lembra que o dado do Banco Mundial, para o mundo inteiro, fala em US$ 1 trilhão por ano, o que representa 1,6% do PIB mundial, enquanto que no caso brasileiro, se levarmos em conta o estudo da Fiesp, ficaria entre 1,3% e 1,4% do PIB.
Para se ter idéia do que isso significa, Gil explica que tudo o que foi feito no PAC 1 em termos de infra-estruturara ficou em torno de R$ 50 bilhões.
Abramo acha que a pergunta mais importante que deve ser feita é o que fazer para combater a corrupção. Ele também diz que não adianta proibir o financiamento privado de campanha, porque ele acontecerá de outro jeito.

CASOS DE CORRUPÇÃO QUE TEVE REPERCUSSÃO INTERNACIONAL NA ULTIMA DÉCADA!
Escândalo dos Correios (Também conhecido como Caso Maurício Marinho)

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